Quinto dia- Ainda estávamos em Buenos Aires, e era outro dia cheio de planos.
O primeiro passeio foi ao cemitério Recoleta ![]()
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Parece estranho passear em um cemitério (na verdade eu gostava de fazer isso quando era adolescente na minha fase mais emo), mas esse era um ponto turístico por ser muito grande, bonito e cheio de histórias legais e gente famosa enterrada lá.
Era um pouco surreal por ter tantos mausoléus enormes de mármore e esculturas perfeitas que eram verdadeiras obras de arte, era um cemitério ostentação praticamente.
Mesmo sendo até bem movimentado quando fui, continua sendo um lugar bem sinistro, acho que alguém que tenha medo de fantasmas faz xixi nas calças se andar por lá quando estiver mais escuro ![]()
Apesar de tirar fotos posando e também não acreditar em nada espiritual, senti um sentimento diferente lá, meio que uma dózinha... sei lá, fiquei imaginando aquelas pessoas sepultadas vivas e também pensei na dor dos amigos e familiares que tinham carinho pela pessoa que perderam, eu sei como dói. As mensagens deixadas nas lápides eram fofas e melancólicas, dava um certo aperto no coração.
Mas a vida acaba para todos, fico feliz que a história dessas pessoas que já se foram possam ser passadas para frente de alguma forma ![]()
Vou deixar aqui algumas histórias que mais gostei de pessoas enterradas lá: ( peguei desse site )
Liliana Crociati e a conexão com seu cachorro
Em 1970, Liliana morreu em uma avalanche durante sua lua de mel na Áustria, na cidade de Innsbruck. No mesmo dia, separada por mais de 14 mil milhas de distância, seu cachorro Sabu também faleceu.
Seu pai fez um mausoléu que imitou o quarto que Liliana tinha na vida. Sua escultura é uma única cemitério acompanhada por um cachorro.
Rufina Cambaceres, uma jovem que morreu duas vezes.
Em uma das esquinas do cemitério da Recoleta, está uma das mais belas, de Rufina, filha do escritor Eugenio Cambaceres.
Diz a história que na noite em que menina fazia 19 anos, sua mãe fazia uma grande comemoração e levaria para teatro, exibia Rufina para a sociedade.
No entanto, antes de sair, uma menina foi encontrada morta, toda rígida no chão.Um médico confirmou sua morte e no dia seguinte ela foi enterrada.
Alguns dias depois, os funcionários do cemitério usam seu caixão aberto com uma tampa quebrada.
A versão oficial oficial diz que foi roubado, mas é provável que Rufina tenha sofrido um ataque de catalepsia e acordado dentro de um sepulcro, já que foram encontrados vários arranjos na parte interior do caixão.
Uma estatua mostra a menina segurando uma espécie de maçaneta da tumba, como se quisesse sair ou entrar no mundo dos mortos.
Salvador Maria del Carril e Tiburcia Dominguez, rancor eterno
Salvador Maria del Carril foi vice-presidente constitucionalista, governador de San Juan e ministro do governo, mas ele é lembrado no cemitério pelo péssimo relacionamento que teve com sua esposa Tiburcia.
Depois de uma briga horrível, eles deixaram de falar e ficaram mais de 30 anos.Del Carril inclusive fez uma carta pública dizendo que estava cansado das dívidas da mulher e não pagaria mais nenhum centavo da fila de viaque
Quando ele faleceu, sua esposa fez um mausoléu lindíssimo para o marido, com uma estatua olhando para o sul.
Saindo do cemitério, fomos procurar um lugar para tomar um refresco e acabamos achando um restaurantezinho todo rosa que era a minha cara!
Se chamava La Panera Rosa, e era tipo um Mousse Cake só que mais estilo boneca. Além de servir docinhos fofos, também tinha pratos salgados.
Acabei comendo um cheesecake e alguns petiscos junto com o suco heehee ![]()
A próxima parada foi no Bosques de Palermo, um parque gigante.
Por onde chegamos, parecia só um parque normal e bonito, mas depois de andar um pouco passamos por uma ponte branca que levava a um jardim de rosas enorme, parecia um sonho ver tantas flores lindas e coloridas! ![]()
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Que pena que nas fotos que tiramos não dá pra entender o quão grande e lindo era aquele lugar, eu gostaria de ter ficado mais tempo e apreciado melhor esse jardim, só que o sol estava muito forte, e eu e o Nini começamos até passar mal de tanto sol
Foi uma visita meio rápida, mas quem sabe algum dia eu volte pra apreciar melhor esse lugar ![]()
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A próxima parada foi para Punta del Leste, que é uma cidade fora do padrão do Uruguai, cheio de mansões e casas de praia luxuosas de ricassos e celebridades, Shakira, Ricky Martin e até o Lula têm casas lá (passei na frente da casa dele), a praia era muito bonita e as ruas eram cheias de flores muito brilhantes, eu fiquei impressionada.
Mas nosso objetivo na cidade era visitar a Casapueblo, que era a casa de um artísta plástico chamado Carlos Páez, e que agora funciona como galeria, museu e até hotel. A casa foi construída do zero por Carlos, que modelou com as próprias mãos literalmente.
(Sr. Carlos amava gatinhos ![]()
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Chegamos antes do museu abrir, então ficamos um tempo explorando os arredores e descendo ladeiras pra achar paisagens bonitas.
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No museu /galeria foi muito mágico, além das obras de Carlos, o museu contava a história dele, um cara bem criativo e que experimentou de tudo na arte, teve vida pessoal interessante também, um dos filhos dele até foi um sobrevivente de um caso famoso que aconteceu nos Andes, onde teve um acidente de avião e pessoas ficaram perdidas por mais de 70 dias. Essa história era relatada no museu mas não consegui entender bem porque não ser ler em espanhol direito, mas depois um motorista de uber contou toda a história e ainda indicou o filme (Alive de 1993).
Carlos também conheceu e foi amigo de muitas pessoas famosas, como Picasso e Vinícius de Morais, que até escreveu alguns poemas usando a casa de Carlos como inspiração enquanto se hospedava lá, eu li que dizem que o poema da "era uma casa muito engraçada" era sobre a Casapueblo.
As obras de Carlos me deixaram com sentimentos felizes e animados, ele sempre dava muito sentimento para as cores nas obras, e elas pareciam muito vir do coração, sem medo do mundo e sem medo de se divertir, eu fiquei inspirada.
Mas as obras que mais gostei, foram da filha dele, a Agó Páez. Elas também são coloridas e dão alegria como as de seu pai, mas eu achei elas tão fofinhas, eu me identifiquei com o estilo dela.
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Além das obras, lá dentro tinha uma vista bem bonita, bem legal para fotografar, e pelo que parece, era o que os turistas brasileiros mais gostavam de lá ![]()
Foi um dos lugares que mais gostei de ter visitado junto com o Caminito!! Obrigada, Carlitos!! ![]()
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Sexto dia- O último dia foi de navegação, aproveitamos o máximo do navio vendo algumas apresentações e jogos, fazendo comprinhas, e o mais importante: comendo e bebendo até morrer. Eu fiquei tão estufada e bebi tanto espumante que cheguei até a ficar meio tonta e esquisita de noite. Mas valeu muito a pena!!
























