Eu não acredito, eu realmente não consigo não relacionar absolutamente tudo aqui a este ele.

Mesmo aquilo que talvez tenha me machucado, e a ele mais ainda.

Soube de certa femme fatale. Ela foi tão importante para ele, é provável que sempre seja.

Não consigo evitar me preocupar com o bem-estar de ambos.

E ele ainda está convalescente. Ah. Tenho feito algumas coisas, nenhuma leitura, mas tenho. 

(O que não incluiu chocolate de obrigação!).

Sigo com ele no coração, ressuscitado como um deus feito homem.

Quem dera ser o pilar de minha casa e oferecer-lhe uma...

Embora ainda não possa, a ele, a ninguém, eu sigo tentando. 

Mandei e-mails com meu primeiro livro, e com o andamento do segundo, que pretendo apresentar a um velho conhecido que trabalha com publicação independente. Não sei quando. "Liberta" é uma obra muito especial para mim. Não fiquei nada feliz com meu debut, talvez só o revisite pelos haikai. 

A guerra está me deixando com medo. Sou apenas uma mulher, e por mim não estaria com o coração no front.

Mas é lá que meu coração está, enquanto minha mente tenta salvar o mundo, inclusive de mim mesma com tal tipo de comportamento. 

Assumindo Transtorno de Personalidade Esquizotípico por intuição (típico...), não tenho perguntas. Está bem para mim. Mas quero que sejamos amigos, ou ao menos amigáveis. 

Hoje, antes de comprar "groceries", ele me disse adeus! Ah, Deus, eu pensei! Sou apenas uma nerd, estou acima do peso, ainda tenho muito trabalho pela frente antes de pensar em namorar. Eu não entendo este homem. Ou melhor... Entendo. Mas não sei porquê ser tão possessivo, desconfiado, ciumento. Acho que trocamos os papéis, parece que é na casa dele que não se tem espelhos, ele não se vê! Vampiro? Nah! 

 

Gostaria de finalizar que sangue de fadas são alucinógenos para vampiros. STAY AWAY. 

 

PS: Não sei se devo me enciumar, nós não temos nada... Seria um sonho ter.  

A louça está lavada, as roupas também. Falta guardar. Cozinhei arroz.

Dormi pela manhã (início de noite no Japão). 

Higiene pessoal em dia. Vaidade só em um mês - viva Dalla Make Up!!!

O Morita e a Hagu no live action são bem... Adultos... Ou não. 

Beijos sabor coconut com especiaria do Oriente. 

É, eu sinto falta do ITSIGO... いちご

 

 

Ele apenas ri da minha última tentativa de trégua em meu aos caos de meu país e de minha vida familiar, talvez até mesmo de minha vida social-fraterna. 

 

Ele apenas ri de mim.

 

Ele ri do meu corpo deformado por sentimentos com os quais não pude lidar, exceto destruindo-me.

 

Ele apenas ri de toda a minha dor. 

 

Ele ri de minhas ambições acadêmicas natimortas, como se eu sempre tivesse realmente sido indisciplinada e preguiçosa.

 

Ele ri, quase gargalha, de todas as minhas esperanças. 

 

E tanto pior para mim se me importo. Se conto centavos, mesmo já possuindo esta idade. 

 

Tanto pior. 

 

Agora percebo: revisitar e fazer releitura de uma patologia romântica qualquer era bobagem.

 

Não acho que ele queira minha amizade, ou não me faria alvo de seu cinismo pérfido. Ele não se interessa realmente, ele não se importa realmente. 

 

Está tudo bem, eu acho. 

Afinal, o que eu esperava??? 

Uma música do Nirvana ou Dia de S. Valentim ハートのプレゼントはてなマークはてなマークはてなマーク

 

Dia de São Valentim 本命チョコ飛び出すハートびっくりマーク

 

Não acredito que estou revisitando uma de meus alvos de Síndrome de Clarembault recorrente...おすましペガサス乙女のトキメキ
Vou precisar aceitar o meu triste destino com um bom café... Está claro que estou saindo do planeta outra vez. ロケット
E o resultado será aquele que já conhecemos: ressaca moral... Dentre outras coisas... ガックリ

 

Daruma, por que você está enxergando? Não posso agradecê-lo, senão pela desgraça alcançada! ダルマ

 

(E toca comprar um anelzinho para mim mesma de novo no fim do mês, porque sou um poço-sem-fundo de autociúme). 結婚指輪=節分

(Não que eu me ache bonita, frise-se).

(Talvez assim eu me compre chocolates no White Day, mesmo que estes que me darei dia 14 sejam POR O-BRI-GA-ÇÃO). えー

 

Ai, Minha Nossa Senhora do Cafézinho... コーヒー

 

薬: "Alguma coisa relevante para falar, Srta. Fabiana?"

もやもや: "Hmmm.... Eu vou comprar apenas um Snickers, não vou fazer Brigadeiro de Ovomaltine, não precisam se preocupar tanto assim com meu ganho de peso!"

薬: "Eu vou repetir a pergunta: alguma coisa relevante para falar, Srta. Fabiana?"

もやもや: "Sim. Voltei a dormir bem há dois dias. Espero que sigamos assim".

薬: *anota um monte de coisas no prontuário*

時計

もやもや: Já posso ir, Doutor?

予防接種: Olá?

もやもや: Eu tomei isto há poucos dias... 

薬: Tudo bem, enfermeira, tudo sob controle até aqui.

Eu só me lembro de sentir medo. Adormeci sem me dar conta, e acordei com um ruído estranho, o que me levou a pedir um tipo qualquer de proteção divina ao meu pai - ao fim, nossa família nuclear é contituída apenas por nós dois. E, acredito, isto está longe de ser de todo mau.

 

Mas estou lacônica. Como a Hello Kitty, não como um soldado espartano.
 
Fica aqui a lista de afazeres do dia:
 
 
E aqui a lista de desfeitas:
 
 
 
 

Ah, quantos césares fui, compreendo. Quantos posso ser é questão que me aborrece, em primeiro lugar não desejar ser César algum.

 

 

Lembro-me de diversos momento de extrema megalomania delirante. Nos tempos atuais, quando acredito que todos estão ao meu redor, tem pedras a me atirar e nenhum pecado que os impeça. Enfim, é com pesar que percebo que preferia-me, como quando sofri de erotomania, que já descrevi longamente. Penso em todo o projeto de vida paralelo, a formação acadêmica na USP com habilitação em japonês, a tese de mestrado a respeito da catarse possibilitada pela arte, em lugar não menos glorioso que a própria Toudai. Eu, uma insana, flertando com as ciências psíquicas todo o tempo, é claro. Vejam: catarse pela arte. E por que o Japão? Segundo a OMS, é o país que registra o maior número de suicídios por ano, ou o era. Oh, Deus, não creio que vou me pôr a falar disto. Por que a arte japonesa? O pouco que pude absorver das composições de Murata Shinya, por exemplo, me levaram a crer que sua carga poética - e mesmo redentora - era notável. Me parecia tão óbvio que se estivesse de alguma forma aos berros em um palco gritando a sua dor, a sua angústia, tendo como instrumento artista, elas seriam, ao menos, apaziguadas. Enfim, atualmente, já não há silêncio possível. O que nem sempre é insuportável, nem sempre é incomôdo. Mas, quando em crise, os insultos e bobagens me cansam imensamente. E a constância desta dor é tamanha que talvez eu já não a sinta. Como com em relação a dores físicas. Não pretendo me alongar falando de uma estranha experiência em que brevemente não as senti. Não creio que vá se repetir, e tampouco o desejo. A questão é que não me lembro de como é sentir-se sem dor.

 

Espero que exista uma floresta preparando para mover-se para tirar do centro do mundo, que cá nunca estive bem ou saudável. Mesmo quando megalomaníaca, o que, filha da arrogância, não me soava de todo mal, é claro.

Sem motivo algum, meu pai, de forma estúpida, bateu a porta de meu quarto para fechá-la. Obviamente fiquei incomodada. Não deu qualquer justificativa, não disse coisa alguma. Apenas, de modo rude, bateu a porta. Pensei imediatamente em como poderia estar o pertubando. Seriam meus cigarros? Seria algum mau odor de meu corpo por não cuidar de minha higiene corretamente? Não posso sequer cogitar perguntar porque a resposta seria ríspida e tornaria tudo pior. É tão cansativo não conseguir me esquivar deste tipo de ataque e manter-me bem. Porque sim, é uma espécie de ataque.

 

 

É muito mais difícil suportar em silêncio, para que a situação fique sob aparente controle, do que reagir na mesma moeda. Eu apenas não quero me submeter a discussões e troca de ofensas, não quero alimentar a situação, qualquer que seja. Infelizmente, como disse, mantenho apenas aparente controle. No meu íntimo, fico abalada. Gostaria de evoluir a ponto tal que somente os meus pensamentos de como evitar e sanar este tipo de problema viessem à tona. Mas fico muito enraivecida ainda.

 

Bem, eu estive em maus lençóis nas últimas semanas, e, em função de minhas vivências, reais ou alucinatórias, cheguei a decidir afastar-me de meus amigos. Isto se reverteu em tempo hábil, com uma mensagem de minha mais querida amiga. Não compartilhei com nenhum deles o que houve. Penso que devo poupar-nos. Pensei ouvi-los, confesso, a dizer atrocidades para mim. Apenas não poderiam ser eles de fato. Amém.

 

A consulta marcada para o dia 17 foi adiada. Não há psiquiatra na unidade básica de saúde de meu bairro, estão à procura de um. Irei renovar as receitas das medicações com um clínico geral dia 27. Não há qualquer previsão de quando poderei ser atendida por um profissional especializado. É preocupante.

 

Também me preocupa o resultado da biópsia de nódulos que minha mãe extraiu do seio. Amanhã, dia 22, ela o saberá. Espero que dê tudo certo. Não quero perdê-la precocemente, e quando chegar sua hora de partir, espero que seja suave, sem sofrimento para ela. Não posso imaginá-la fazendo quimioterapia, dentre outras intervenções que fazem parte da luta contra o câncer. Deus zele por nós.

 

Neste meio tempo, tentei abandonar os cigarros, e, diante da abstinência e da falta de tato completo de meu pai sobre suas preocupações sobre mim, acabei me alterando com ele. Ao fim, retornei ao vício. Pedi desculpas também. Não estou certa de que ele não merecia que eu alterasse a voz e me defendesse, exceto pelo que já disse sobre não alimentar este tipo de situação. Sinto que ele interpreta meu comportamento como anuência com sua rispidez, quando é justamente o contrário. A ideia é invalidá-la por inteiro. Ao menos para mim, espero que um dia funcione. Porque, sinceramente, tenho perdido cada vez mais as esperanças sobre sua conscientização sobre o próprio comportamento, que confunde ajuda com humilhação.

 

Temos uma nova vizinha, uma criança que sofreu abuso psicológico de uma babá. De minha casa, fiz o que pude para ajudá-la ontem. Parece ter funcionado. Hoje, me parece que estava com seus primos, talvez uma tia, não sei. Fiquei extremamente afetada pelo que houve. Consegui defendê-la, e ela pôde salvar-se porque foi de coragem ímpar. Ao final do dia, chorei. Não entendo a maldade. Me senti indisposta e recorri a um ansiolítico. Hoje, estive dormindo por bastante tempo. Espero que esta criança, com o abrigo daqueles que a amam, e daqueles que desde já a admiram pela coragem demonstrada, não fique traumatizada.

 

Enquanto o mundo segue sua marcha, outra vez tentarei dar alguns passos. Depois que meus cigarros acabarem, nesta madrugada, vou ao banho, e mais uma vez a ideia é deixá-los. Preciso lavar também toda a louça acumulada, e fazer ao menos uma limpeza básica do banheiro. Apesar do aumento do valor cobrado, bastante significativo, decidi trazer a diarista no começo de janeiro. Não me sobrará dinheiro para quase nada. Está tudo bem. A casa limpa torna-se outra, como eu quero tornar-me; apesar de não ter conseguido nenhum resultado até aqui, como escrevi anteriormente, não desisti de mim mesma.

 

Boa noite.

Não há remissão real de meus sintomas há muito tempo.

Há somente boa intenção neste inferno.

Nada se converte em atitude significativa e contínua.

 

 

Acabei pedindo a minha mãe para não vir, para adiar a faxina. Não me sentia disposta a recebê-la. Também não vi razão para investir em nosso bem-estar.  Eu me vi incapaz de zelar por ele. Tudo voltaria ao mesmo, em pouco tempo. Terminei por fazer uma contribuição maior para as despesas de casa, e gastando o que me restou com guloseimas, mesmo precisando com urgência de um novo headphone, por exemplo; mesmo estando com nível de comprometimento físico causado pela obesidade tão grande que podemos considerá-la mórbida.

 

Tenho me alimentado exageradamente, e sim, creio que é compulsão. Isto significa que preciso de tratamento. Estava decidido que eu pediria o encaminhamento para um local onde também isto seria enfrentado, mas como me locomover até este local? Basta-me ficar em pé por alguns minutos para que a dor apareça. Explicarei isto ao novo psiquiatra, se houver encaminhamento, e pedirei orientações sobre como conseguir analgésicos e/ou relaxantes musculares de uso contínuo enquanto não há perda de peso, por falta de saúde mental.

 

Eventualmente me convenço de que possuo esquizofrenia refratária. Há menos de 48 horas eu me acreditava, outra vez, no círculo social de Dado... Vestígios da erotomania. Terminei, novamente, com crise de ansiedade. Além da incapacidade de distinguir realidade e alucinação, havia outros gatilhos comuns, como insônia prolongada, hiperestimulação sensorial/social e estresse. Fui obrigada a me medicar com ansiolítico, e cogito fazê-lo como forma de prevenção e estabilização diariamente, a depender do que prescrever o psiquiatra dia 17.

 

Estou com dificuldades em todos os aspectos da feitura da higiene pessoal. Na verdade, não a tenho em instância alguma. O sofrimento é físico e psíquico, aquele que me impede de fazer o básico. Meu pai se mostra incomodado, claro. Cheguei a ponto tal em que perturbo a outras pessoas. Não é a primeira vez. Aliás, isto aconteceu inúmeras vezes ao longos dos anos. É impressionante meu otimismo aparente nas últimas publicações... Cuidar de mim, cuidar de nossa casa... São quimeras distantes para mim. Estou em um quadro depressivo persistente, ou coisa que o valha. Tenho lampejos em que tenciono e acredito ser capaz de superar todas as minhas dificuldades, mas isto não corresponde aos fatos.

 

Com este peso, e o aumento da temperatura, retenho líquido na parte inferior das pernas. Estão enormes e doloridas. Tenho a nítida impressão de que estou perdendo a capacidade de movimento dos joelhos, que parecem também prejudicados agora. Há esta dor em algum tendão ou músculo à altura da clavícula direita, e também na base da nuca. Estou absolutamente ferrada. Existir é torturante.

 

Psicologicamente, acho que cabe dizer que tenho pensamentos típicos de quem sofre de desamparo aprendido, quando não estou me iludindo com uma melhora milagrosa espontânea, rápida e fácil.

 

Eu me sentiria realmente vitoriosa se conseguisse tomar banho diariamente e manter a louça limpa.

 

Sobre o universo ficcional, à parte os supracitados vestígios, há isto de vez por outra meu computador ter vida própria. Por exemplo, eu estava ouvindo uma música no repeat quando comecei a escrever esta publicação. Sem mais nem menos, o streaming simplesmente foi para outra playlist. Bugs? Vírus? Hackers? Na dúvida, pedi licença para continuar escrevendo. E cá estamos, supostamente ouvindo a playlist escolhida pelo visitante.

Eu preciso de ajuda profissional.
Escrevi universo ficcional em vez de alucinatório. Ato falho. Considerando-se que sou pretensa ficcionitsta, poderíamos divagar a respeito da minha relação com as minhas criações, que se baseiam em minha realidade, de um ou outro modo.

A, estive gravando enquanto cantava, e descobri que minha voz é apenas patética. Choque de realidade.
(Mas vou continuar cantando.)

(Espero que eu continue existindo também).

 

Tchau.

Procrastinei, sim, mas pude lavar a maior parte da louça. Restam as panelas, que precisarei arear. Bobagem? Não! Uma conquista! A meta, agora, é lavar logo após o uso. Se tornará mais fácil fazê-lo sem acúmulos.

 

 

Sobre a faxina restante, minha mãe se prontificou a ajudar-me, trazendo a diarista. Fiquei imensamente feliz. Farei o possível, de antemão, para otimizar o trabalho delas, limpando o que eu puder - não será muito, mas será algo. Depois de realizada a limpeza pesada por completo, é uma questão de manutenção.

 

Tive os primeiros sintomas de uma crise de ansiedade após lavar a louça, e precisei de medicação. Identifiquei diversos gatilhos, como estar insone, aflita por não conseguir distinguir entre realidade e alucinações auditivas, e os estímulos sensoriais de vivenciar a manhã ativamente. Acabei decidindo, finalmente, que tentarei o encaminhamento. Tudo vai ficar bem!

 

Conversei com um amigo que, embora não tivesse somente boas novas, demonstrou estar evoluindo em muitos sentidos. Isto me trouxe esperança. Que possamos, todos nós, estar em contínuo auto-aperfeiçoamento, em todos os aspectos. Este amigo tem interagido cada vez mais com as pessoas, tem se envolvido em projetos políticos etc. Está em um relacionamento estável há um bom tempo, e busca melhora de sua saúde física e mental. Amém.

 

Não tive mais notícias de outra amiga, das mais antigas e eternas, que tem se dedicado a sua nova realidade: é, finalmente, professora atuante, depois de superar inúmeros desafios e dificuldades. Estou com saudades, aguardando seu retorno, secretamente temendo ter me tornado indigna dele, por insegurança. Me sinto egoísta por ter este sentimento, como se a quisesse sempre disponível para mim. Não é isto. Quero que realize todos os seus sonhos, desejo a sua felicidade. Tenho apenas muito, muito medo de não estar incluída nestes sonhos, nesta felicidade. Se eu não estiver, ainda assim quero que ela os alcance, mesmo que perdê-la vá doer muito.

 

Por fim, tenho este amigo que vem me trazendo orgulho crescente ao longo dos anos. Acaba de publicar seu livro. Não sou fluente em inglês, não conseguirei lê-lo por agora. Mas estou certa de que é genial.

 

[Ainda sobre insegurança: por que diabos estas pessoas incríveis me incluem entre seus amigos? Sou patética!]

 

Estou com dores na altura da clavícula direita e está complicado continuar a digitar... Então: tchau.