2010-12-02 08:37:31

Sem Título [?]

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Boa noite, horário de Brasília ('-^*)/


Então, gente, acabou o tiroteio, e a paz voltou ao Rio de Janeiro~ [?] Então, o encontro Versailles está de pé, logo posto informações sobre, aqui.


A postagem de hoje é porque eu estou revoltads, é.


Cara, meu professor do técnico disse que meus usernames são estranhos. E que ele só me reconheceu no Twitter porquê minha bio está em francês (。・ε・。)

Aí, depois disso, a gente foi fazer prova. Eu já tinha apresentado um trabalho bem bostudo pra ele, nem preciso dizer que ele ficava olhando pra minha cara e ficava rindo, né? Normal, esse ano os professores estão adorando fazer isso (・ε・)

E, lá vou eu semana que vem. Provas o dia inteiro, apresentação de trabalhos antigos, de trabalhos extras e mais um monte de coisa. Fora as apresentações de violino. Ou seja, me meti em uma encrenca daquelas (`・ω・´)

Aí, você leva quase duas horas para chegar em casa. Você veio em um ônibus lotado e em pé. Por culpa da irresponsabilidade da sua irmã (que deixou a maquiagem dela própria em cima do cesto de roupa suja), ela surta e te bate por trás. Aí, vocês brigam, xingam. Pois é, dia feliz esse, hein? (  ̄っ ̄)

Seja como for, cansei. Cansei mesmo (-_-メ
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2010-11-27 08:31:04

Luz no fim do túnel?

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Boa noite, horário de Brasília ('-^*)/


Quem lê jornal ou assiste televisão está mais do que saturado de todo o "bafafá" envolvendo o Rio de Janeiro. E o mais engraçado é que a mídia aumenta umas coisas e diminui as que tem mais importancia. Estamos presos, em uma grande espiral onde não se sabe quem está falando a verdade ou não. Quer dizer, quem está perto o suficiente da tragédia tem ideia suficiente do estado de caos em que se encontra a então dita Cidade Maravilhosa. Talvez, bem provável até, os comentários chatos que estão fazendo sobre o que está acontecendo na cidade seja por causa desse "título". Pessoas invejosas, só porque moram em um lugar tosco que não é reconhecido (?). Enfim, vamos aos fatos ~

Desde o início da semana que os criminosos se uniram contra a Polícia. Isso, todo mundo sabe. Mas, enfim. Todo final de ano é isso: assaltam, fazem arrastões, tacam fogo em ônibus, mas ninguém dá importância. Até agora, não entendo porque a imprensa está fazendo todo esse estardalhaço. Provavelmente, devem estar ganhando uma boa grana com todo esse sensacionalismo de merda. Pois bem, é exatamente assim que eu penso. Claro, a situação não está aquilo que se diga "Meu Deus, como estamos bem e esse povo inventa", mas também não é tão ruim. Ou é. Bem, definam como quiserem.

Eu tive a oportunidade maravilhosa e impagável de presenciar o momento exato em que policiais e bandidos começaram um confronto. Lá estava eu, numa boa. Cidadão de bem, voltando da escola, eram quase o quê? Quase oito horas da noite, ônibus cheio, pessoas cansadas, que estavam doidas para chegar em casa e relaxar. De repente, o trânsito inteiro para e se pode ouvir sirenes, muitas sirenes. Em seguida, o céu, de um tom alaranjado, passando a cinza. Carros da Tropa de Choque surgindo por detrás do ônibus onde eu estava. Eu estava de pé, então, pude ver toda a ação. Era entre Manguinhos e Jacaré (essas favelas são tensas e), então, já viu. Em questão de segundos, começou uma troca de tiros. Tiros vindos da frente e detrás do ônibus. Pessoas com a cabeça para fora da janela, pessoas se jogando no chão. Outras, pedindo desesperadamente para descer. O motorista, evidentemente, assustado, assim como todos os outros que ali estavam. As mulheres surtaram e pediram para descer do ônibus, no meio da troca de tiros. E eu, ali, em pé, segurando um dos fones do meu iPod, sem entender ao certo o que estava acontecendo. Só fui realmente acreditar no que meus olhos viram quando um policial, fortemente armado até, caminhou até o ônibus e mandou o motorista sair dali. Aí, sim, o desespero aumentou. Mas, como naquele momento só os homens estavam lá (éramos cerca de 12 homens, 2 mulheres e eu), a situação logo foi contornada. Depois de horas vagando, conseguimos fugir do fogo cruzado. A ordem até então era desceu o último passageiro, volte para a garagem. E assim foi feito. Por pouco, eu não chego em casa. Isso tudo na quarta feira a noite.

Quinta feira, lá fui eu bater de frente com a minha mãe e o namorado dela e seguir rumo à escola. Os ônibus não estavam circulando antes das 6:00~6:30 da manhã e, por conta disso, só pude pegar uma condução depois de 7:30 da manhã. Cheguei na escola quase às 10:00 e só se encontravam lá quem ia de metrô ou com morava perto de lá. Confesso que só fui realmente por conta de um passeio ao museu naval, que eu e meus colegas ganhamos devido a apresentação de um trabalho. Mas, bem, voltando ao assunto, como não tinha quase ninguém, não houve aula e, aos poucos as pessoas foram caminhando para suas casas. Aos poucos, perceba. Logo se tornou que a atmosfera local estava pesada e, toda a tensão do dia anterior, somada a essa "atmosfera" e aos telefonemas da Tabatha fizeram meu coração se apertar dentro do peito. Tive uma vontade enorme de fugir dali o quanto antes, eu sabia que iria acontecer algo. Mas, também preciso confessar que só fiquei por um motivo: Mariana. Antes que pensem, não, ela não é minha namorada. Não, não. Ela é minha amiga, uma grande amiga que fiz esse ano. E ela é como uma irmã mais nova, que sinto que preciso proteger. E eu o fiz. Como não tinha quase ninguém, fomos até o meu "cantinho", que fica próximo a sala dos professores. É importante ressaltar que desse canto é possível ver a linha do trem, do metrô e parte do Jacaré. Pois bem. Logo, helicópteros começaram a sobrevoar o local. E, claro, eu não pude deixar de fazer algumas piadinhas. Todos riram, mas era evidente que estavam assustados, a gente só queria ir no Museu Naval, poxa! O celular da professora Mônica não parava de tocar e, cada vez que ela atendia, ela começava a andar de um lado para o outro, visivelmente nervosa, apesar de não querer nos falar. Isso só nos deixou mais tensos. Arrumamos um jeito doido de assistir tv e, então entendemos tudo: apolícia tinha cercado uma área e, essa área, consistia em nossa escola! Tudo em volta dela estava cercada por homens fortemente armados e, os portões, trancados. Foi então que todos nós nos assustamos: um helicóptero blindado da polícia passou raspando nos muros da escola e, então, disparos puderam ser ouvidos. As garotas, como sempre, começaram a gritar, umas até choravam. Todos com medo, querendo fugir dali. Os celulares não paravam de tocar e, apesar de estarmos tentando contornar a situação, era evidente que estávamos assustados. O trem e o metrô pararam de funcionar. O mesmo com os ônibus, kombis, táxis, vans. Estávamos ilhados. E, é preciso ressaltar que o que mais me desesperava eram os celulares tocando? A Tabatha evidentemente desesperada do outro lado da linha dizendo "Por quê você não deu meia volta como eu tinha dito?". É verdade, mas, eu sabia que a Mariana estava lá e que ela teria medo. Fiz de tudo para que ela pudesse se acalmar. E só fui embora depois que, por um instante, tudo se acalmou e conseguimos arrumar um grupo para ir junto dela para casa. Aí, como não tinha ônibus passando (nenhum motorista sensato passaria por lá), tive que pegar o metrô até a casa do meu pai e, depois de esperar as coisas se acalmarem para poder voltar para casa. Isso, quase seis horas da tarde.

Hoje, não fui à escola e não me arrependo. Ok, me arrependo, mas enfim. Quem foi disse que pouquíssimas pessoas compareceram. A semana de provas foi adiada. A cidade está tomada pelo medo. O que começou como uma briguinha besta no Morro da Serrinha (Madureira), desencadeou essa merda toda. Mas, até que hoje as coisas se acalmaram um pouco. Queimaram um ônibus próximo à escola onde estudo e tudo o mais, mas, se você comparar com o início da semana, está bem mais brando.

O que quero dizer com esse post? Não faço ideia, caro leitor. Só digo que não é tão calmo e nem tão ruim quanto a mídia diz. Muita gente está morrendo, muito mais do que eles dizem. Escondem a verdade de nós parar evitar que o pânico se instale na cidade e o tráfico tome conta do poder. Mas, isso também não quer dizer que a bandidagem está dominando tudo. Só espero que essas chuvas de fim de tarde acalmem tanto os policiais quanto os bandidos e que, quando acordarmos, tudo volte a ser como era. Que possamos sair para estudar, trabalhar sem medo de morrer no caminho.

I believe that the state of Rio de Janeiro might change ~ (?)
2010-11-26 06:55:03

Rio de Janeiro~

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Boa noite, horário de Brasília ('-^*)/

Sabe quando você não tem ânimo para nada? Pois é, é como me encontro, hoje. O Rio de Janeiro nunca foi super seguro, mas a situação que se formou é, no mínimo, assustadora. Tiros, fogo, explosões e você, ali, sem fazer nada. Posso falar sobre isso, pois, tanto ontem quanto hoje, pude ver a gravidade da situação. O mais bonito é ver que as "medidas" tomadas pelo Governo não ajudam em nada. Pelo contrário, a situação só piora cada vez mais e mais, formando uma imensa bola de neve. Eu ligo a televisão, abro o jornal ou leio uma notícia na Internet, e é sempre a mesma coisa, nada melhora; nada.
Eu ainda estou confuso sobre tudo isso, não sei, realmente, o que pensar. A única coisa que me vem à cabeça é o ônibus pegando fogo, a troca de tiros e, eu ali, dentro do ônibus, impotente perto do desespero alheio, sem saber o que fazer.
Agora, já é noite. Cai uma chuva espessa, nervosa, com fortes trovoadas e relâmpagos. Espero que isso "esfrie" a cabeça dos criminosos e dos policiais, para que tudo volte a ser como era antes. Não é justo para com a população o que está acontecendo. Sinceramente, me sinto no meio de uma Guerra Cívil, onde não sei quando vão me tacar uma bomba e tudo o mais. Quem puder torcer pelo Rio, agradeço desde já. Espero que Deus mude toda essa situação, de verdade.

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